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MakeItHappen

"...mais vale falhar, do que morrer a pensar, no que seria tentar..."

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"...mais vale falhar, do que morrer a pensar, no que seria tentar..."

Perdoa-me...

 

Perdoa-me esta incapacidade que se apoderou de mim

algo bloqueou a minha razão e fechou as portas do meu coração.

 

Perdoa-me esta falha de ser capaz, pois já não sou

algo em mim se perdeu juntamente com as ilusões que criei.

 

Perdoa-me não acreditar, esta constante falta de segurança

que eu não me recordo de ter ou alguma vez sequer sentir.

 

Perdoa-me porque eu sei que não é certo mas não estou capaz de combater

pois perdi as armas algures nas batalhas que fui travando.

 

Se peço perdão é porque pelo menos algo em mim está certo

é porque reconheço que erro, mas não me consigo combater a mim própria.

 

Preciso que me perdoes tu, ouve o meu grito de alerta

que sai das minhas palavras mas sem som da minha boca.

 

Olha-me nos olhos e encontra por lá o meu perdão

arranca de mim este sofrimento

e liberta da dor o meu coração.

 

Reflexo de mim

 

 

Que busco eu?

que me sufoco com conversas banais, ocas, vazias, desprovidas de conteúdo.

O que é afinal bom para mim, que me sinto fora de um contexto que criei e que sempre julguei meu?

Onde me perdi? Onde foi que me desviei do caminho?

porque agora estou numa estrada que não conheço

rodeada de um espaço e um tempo completamente estranho para mim.

Já não consigo olhar para trás e retomar esse caminho

que eu ajudei a calcetar e cujo horizonte fui eu que plantei.

Que busco eu?

pergunto para mim, eu que me sinto uma estranha na minha própria vida.

já não me reconheço, nem a paisagem à minha volta

E o que é evidente e assustador,

é o bem que me sinto neste novo caminho

este que não projectei, fora de tudo e fora de mim

e que sinto ser afinal

o reflexo da minha própria existência.

Que busquei eu todos estes anos,

senão este reflexo de mim...

 

 

 

O resultado das minhas acções?

 

O resultado das minhas acções?

Sou eu responsável por ele, eu que tenho de viver com o que advém das minhas escolhas, das minhas decisões.

Eu que escolhi ser livre para os fazer, e livre no sentido de me consciencializar que estou cá para aguentar todos os efeitos secundários que estas possam gerar.

Eu consigo fazer isso, e tu, que me criticas, consegues?

Tu que vives nessa inércia e nessa falsa sensação de segurança e felicidade, agarrada a preconceitos e ideais pré formatados, como se a vida fosse para ser vivida seguindo uma bítola.

Eu que tudo larguei, que nada tenho, sinto-me incrivelmente bem, e isso vê-se a olhos vistos; vê-se nos meus olhos, na minha pele, no meu sorriso, na minha aura que a todos encanta e cujo brilho ofusca os ignorantes de serviço.

Como é isso possível? Perguntas tu do alto desse teu pedestal de falsos moralismos.

Como é possível alguém viver assim, não viver segundo as normas e regras sociais que nos impõem desde tenra idade, e a que te agarras com medo dessa tua falta de capacidade de agir e tomar decisões. 

É um ultraje, viver assim, motivo de novas conversas de café, combustível de mexericos, alimento de almas vazias, que vão reforçando um corpo oco e uma mente parca, dia após dia, até que o assunto morra e surja outro novo para se alimentarem.

O resultado das minhas acções?

Sou eu que o vivo, numa vida que é minha num corpo que é meu. E se, tudo aquilo de que me desprendi, me causou esta sensação de felicidade, então bem no meu intímo, no fundo do meu ser, tomo consciência que, a felicidade está mesmo profunda e directamente ligada com a nossa capacidade de agir...

 

 

 

 

Que me prende...?

Que me prende?

Agora que sou livre,

Como o vento que sopra

Em brisa

Ou em potente furacão...

Que me prende?

Agora que me libertei,

Sem cordas ou amarras

Que me arrastem

Ou me fixem ao chão...

Que me prende?

Agora que navego à deriva,

Pelas ondas do mar

Em busca de novas marés

Ao sabor da ondulação...

Que me prende?

Agora que tudo larguei,

Sem laços ou terra

Nem vínculo ou casa

Sem Pátria ou nação...

Que me prende agora?

Que finalmente sou eu,

Dona de mim

E do meu coração...

 

 

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